Estratégias ágeis para um novo contexto

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"Estratégia é a racionalização ex post de táticas coerentes"

                                              Bill Fischer, da Sloan School of Management do MIT

 

Estratégia é "um conjunto de opções para vencer" ou, mais especificamente, um conjunto integrado de escolhas que posiciona de maneira única a empresa em seu setor de modo a criar vantagem sustentável e valor superior em relação a competição.

                                                                                                                                              Os autores de Playing to Win AG Lafley e Roger Martin

 

As organizações de saúde  vem enfrentando um período prolongado de incertezas, condições econômicas desafiadoras, rupturas nos planos de trabalho, fragilidade social, aumento da concorrência, mudanças de comportamento dos usuários, o que faz com que os gestores alterem de maneira dinâmica o curso da estratégia para o reposicionamento da organização. Temos que nos atentar que o mundo estático vivido até o final de 2019 não existe mais.

Pesquisas recentes mostram que a saúde é a principal causa de preocupação das pessoas, ficando atrás de questões econômicas como desemprego e renda insuficiente. A Organização Mundial da Saúde reconhece que é fundamental garantir a cobertura universal através da promoção, proteção e recuperação da saúde.

Neste contexto, a estratégia é  torna- se mais importante do que nunca,  porém de uma forma diferente do que tradicionalmente pensamos: devendo ser concebida, desenvolvida e executada de  forma mais inclusiva, dinâmica e criativa.

A estratégia é um esforço pessoal e seu sucesso depende em grande parte  do quanto ela é capaz de mudar a maneira como as pessoas pensam, sentem e agem.

Discutir estratégia, questioná-la, analisar possibilidades e se antecipar ao mercado é algo intrínseco aos gestores e deve ser realizado de maneira dinâmica.  É preciso maximizar a contribuição humana, em vez de forçar o cumprimento de regras. Na prática, isso significa encontrar uma maneira de encorajar a participação.

Diante desse desafio, muitas organizações realizaram estas difíceis tarefas e alcançaram resultados positivos em tempo recorde, através:

 

  • Realocação de profissionais;

  • Novos modelos de negócio – saúde digital, atenção primária ...;

  • Desenvolvimento de novos produtos.

 

A velocidade das tomadas de decisão tiveram  que acompanhar os aumentos  no fluxo do trabalho e no uso da tecnologia,  acelerando mudanças no escopo e na escala de inovação, e acreditem, funcionou.

 

O segredo do sucesso dos bons resultados foi a velocidade em fazer as coisas com rapidez sem perder a qualidade. As organizações removeram limites e quebraram barreiras de maneiras que ninguém pensava ser possível. Simplificaram decisões e processos, deram poder aos líderes da linha de frente e eliminaram hierarquias e burocracias desnecessárias.

 

Ninguém pode prever o futuro,  todavia é possível fazer perguntas, explorar novos caminhos e experimentar, como forma de evitar cair na armadilha da confiança cega em modelos antigos. 

 

A pandemia pela COVID-19 pode ser apenas um catalisador para renovar a forma como a estratégia é praticada, entretanto sabemos que isso exigirá qualificação e disposição para experimentar.

 

Dr. Bruno Cavalcanti Farras
Dra. Elizabeth Reis

Mara Machado