A transformação digital confiável, ética e centrada no ser humano

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“É mais do que uma mudança incremental; é uma mudança transformacional.”

 

A transformação digital no setor da saúde não é uma simples questão de mudança técnica. E, realizá-la requererá uma mudança adaptativa nas atitudes e habilidades humanas, bem como nas estruturas legais e na organização do trabalho.

Garantir o acesso às informações certas, pelas pessoas certas, no momento certo - conhecimento atualizado em tempo real e disponibilizado simultaneamente aos profissionais - deverá melhorar a segurança, eficácia e eficiência do atendimento. Os serviços de saúde aprimorados digitalmente poderão melhorar o acesso e ajudar na mudança de abordagens proativas ao invés de reativas para preservar a saúde.

Os profissionais de saúde poderão ser dispensados das tarefas rotineiras, que consomem tempo excessivo, e interagir melhor com os pacientes. Por sua vez, os pacientes poderão tornar- se mais engajados, melhorar suas habilidades de autocuidado e participar da coprodução do seu cuidado de maneira mais eficaz.

Para alcançar o sucesso da transformação digital, gestores precisarão implementar uma série de ações políticas para apoiar essa transição:

  1. minimizar riscos e construir confiança nos benefícios sobre a transformação digital - profissionais de saúde e usuários;

  2. desenvolver as habilidades necessárias junto aos profissionais para o uso eficaz das tecnologias;

  3. adaptar as estruturas jurídicas e éticas relacionadas.

Uma transformação digital bem-sucedida pode auxiliar e viabilizar a reorganização do sistema de saúde, mas requer uma estratégia abrangente que articule a tecnologia com a coordenação de todas as partes interessadas.

O potencial transformador das tecnologias digitais implica enormes benefícios prospectivos, entretanto também em riscos e possíveis desvios de tempo e recursos para ferramentas digitais ineficazes. Portanto, a decisão por sua implementação precisa avaliar seu verdadeiro impacto na prevenção e na assistência à saúde, acompanhada por um monitoramento robusto para avaliar os resultados.

A pandemia acelerou e continuará acelerando a implementação de tecnologias e recursos para a saúde, o que alterará radicalmente a experiência do usuário e os resultados clínicos, abrindo caminho para a ruptura baseada em valor. 

A inteligência artificial avançará as capacidades de diagnóstico e suporte à decisão clínica em ritmo cada vez mais rápido, auxiliando também na coleta e estruturação de dados, resultando em avanços na medicina de precisão e estratificação de riscos preditivos. 

Devemos estar preparados para desafiar os paradigmas existentes. O desenvolvimento de uma mentalidade disruptiva requer a adoção de uma visão positiva da mudança, nunca se contentando com o status quo e uma disposição para adotar uma abordagem que transforme os cuidados de saúde.

Dr. Bruno Cavalcanti Farras

Dra. Elizabeth Reis