Transformando a saúde por meio de dados

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“Pensamos que o verdadeiro poder da saúde digital vem de uma integração entre pessoas e tecnologia, médicos e tecnologia, versus apenas a tecnologia.”

Sean Duffy, CEO, Omada Health

Anteriormente à pandemia, a prestação de cuidados de saúde digital era algo restrito, permitido apenas em casos específicos como emissão de laudos à distância e prestação de suporte, sempre com a prerrogativa que ainda era necessário seu aprimoramento para sua implementação em outras áreas.

 

Neste momento de ruptura e transformação temos que encarar a realidade e entender que nos casos onde é possível o uso da saúde digital na resolução com segurança e eficácia das necessidades de cuidado dos usuários, não existe qualquer motivo em desloca-los para um atendimento presencial.

 

O uso da tecnologia na saúde digital é de grande relevância para o sistema, visto que além de aumentar o acesso aos usuários, acaba sendo um grande facilitador, com resultados promissores desde que utilizada de forma responsável e correta.

 

Diante do atual cenário, a necessidade de inovação é iminente. Faz se necessário transformar o cuidado para uma abordagem multidisciplinar, combinando tecnologia, ciência de dados, redesenho dos fluxos clínicos e coordenação efetiva da integração com todas as partes interessadas. Esse será o novo “estado da arte” no cuidado à saúde.

É cada vez maior a quantidade de dados que seguradoras, médicos, hospitais e demais serviços de saúde têm a disposição. As fontes pagadoras têm acesso a bilhões de dados de sinistros, enquanto os profissionais de saúde coletam centenas de registros eletrônicos que rastreiam usuários e seu progresso, sem contar a disponibilidade de atualização científica diária. Todas essas informações são tão valiosas que muitos especialistas do setor afirmam que dados são o “novo petróleo” do mundo e combustível para o futuro. Essa analogia é bastante adequada, visto que ambos são matéria-prima, todavia, precisam ser organizados para que possam ser utilizados no planejamento de ações que promovam à saúde e previnam os agravos, com a criação de valor.

A capacidade em reunir todas essas informações díspares é de extrema dificuldade e complexidade, tanto que atualmente o grande desafio dos sistemas de saúde são os resultados diretos de um sistema fragmentado. Será preciso trabalhar um propósito comum, para que todos os envolvidos se unam efetivamente e transformem juntos o sistema de saúde com a implantação de tecnologias como a inteligência artificial e o aprendizado de máquina na reestruturação da forma como a saúde é fornecida, mensurada e paga.

É preciso construir sistemas interoperáveis que permitam transformar dados em informações, assim como seu compartilhamento seguro e eficiente com todas as partes envolvidas. Nessa nova direção é preciso deixar o ego de lado e entender que a razão do sistema de saúde é o cuidado do paciente e a tecnologia é a ferramenta que irá auxiliar o cuidado.

 

Dr. Bruno Cavalcanti Farras

Mara Machado